terça-feira, 30 de abril de 2013

Amor- Clarice Lispector

O conto relata a vida de uma personagem chamada Ana, casada, mãe, dona de casa.
Um certo foi fazer compras, quando voltava no ônibus viu um cego mascando chiclete e ficou realmente impressionada. O fato do homem estar mascando chiclete incomodou Ana, pois apesar de tudo ele demonstrava estar feliz. Isso fez ela lembrar da vida que tinha, pois a felicidade já não era mais rotina.
O ônibus partiu e Ana distraída deixou com que seu saco de tricô caísse, sem muito o que fazer ela dá um grito, como se fosse um pedido de socorro, o que ela não imaginaria que a pessoa quem fosse te ajudar fosse o cego.
Isso fez com que ela refletisse muito, a volta para casa já não era a mesma, seu amor pelo próximo e até por si mesma foi aumentando. A partir dali o que Ana precisava era carinho e amor.

Feliz Aniversário- Clarice Lispector

O conto conta a história de Anita, uma senhora que completaria oitenta e nove anos, tinha sete filhos e morava com sua filha Zilda. 
Zilda resolve fazer uma festa para comemorar o aniversário de sua mãe, mas se sentia revoltada pois não recebeu a ajuda dos irmãos, nem das cunhadas. Aos poucos a família vai chegando.. 
Era pra ser um momento especial pra todos presentes, menos por estarem ali por obrigação, apenas para não deixar de aparecer e pra demonstrar que ainda existia algum laço familiar entre eles.
Anita como não era uma senhora boba, percebeu o que estava acontecendo e fica desapontada com os filhos. Cantaram os parabéns para que todos fossem embora, a festa na realidade foi feita por aparência. 



Felicidade Clandestina- Clarice Lispector

O conto é o relato de uma garota que adorava a leitura, uma de suas colegas era filha de um dono de livraria, mas a garota era egoísta. A menina prometeu lhe emprestar o livro "As reinações de Narizinho", só precisava passar em sua casa no dia seguinte, a menina foi até lá e a outra disse que havia emprestado o livro para outra pessoa e disse para ela voltar no dia seguinte. Isso se repetiu por muitas vezes até que a mãe da menina egoísta reparou que a outra estava indo em sua casa todos os dias e quis saber o que estava acontecendo. Depois da menina contar a história a mulher a disse que o livro nunca havia saído de sua casa e que ela podia ficar com ele o tempo necessário.
Dava para ver a felicidade da garota no olhar, olhava para o livro horas e horas.



As cerejas- Lygia Fagundes

Júlia, sua madrinha e sua empregada corriam contra o tempo para arrumar todos os preparativos para a chegada de sua tia Olívia.
Quando Olívia chegou, via-se uma mulher vaidosa, bem vestida. Ela usava um colar de cerejas que chamou muito a atenção de sua sobrinha. Junto com Olívia veio Marcelo que em um dia de chuva, ao ver os dois corpos colados a menina se assusta. Dois dias depois Marcelo vai embora sem se despedir de ninguém, e após dois dias Olívia também parte deixando o colar de cerejas que tanto havia encantado sua sobrinha.





Trabalho relacionado ao livro "Ekoaboka"

Fizemos um trabalho relacionado ao livro "Ekoaboka", em uma das tarefas foi necessário a procura de uma música e algum capítulo do livro tinha que ser relacionado com a letra. A música escolhida pelo meu grupo foi "Índios- Legião Urbana" e relacionamos com a vacina da cura da malária e o romance de Catu e Chantal.

Letra:

Quem me dera ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.
Quem me dera ao menos uma vez
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.
Quem me dera ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.
Quem me dera ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
Fala demais por não ter nada a dizer.
Quem me dera ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.
Quem me dera ao menos uma vez
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do iní­cio ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Quem me dera ao menos uma vez
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.
Quem me dera ao menos uma vez
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos, obrigado.
Quem me dera ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado por ser inocente.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.


Na terceira e ultima tarefa, era necessário um soneto também relacionado à algo do livro, mais uma vez relacionamentos ao romance de Catu e Chantal.

"Catu e Itiraré"
Nosso encontro me faz duvidar que um dia eu te esqueça,
Ele é quem me faz relembrar
Toda inocência que se perdeu
Juntos vamos encontrar.

E o pouco que durou
Tenho certeza não vai me esquecer
Isso tudo foi pra valer!

Em uma viagem, um sonho bom
Na floresta tudo se transformou
Índio com abaé ninguém nunca imaginou.

A sabedoria do Criador
Deu um toque tão divinal
Luz das estrelas eu vou buscar,
Mesmo que esteja velhinha vou te esperar.

Entrevista com Clarice Lispector


Essa entrevista foi feita pela TV Cultura, em 1977, no mesmo ano que Clarice faleceu.
A repórter perguntou em que momento a escritora iria assumir sua carreira, e ela disse que nunca assumiria pois não era profissional, apenas escrevia quando queria.
Clarice, achava mais fácil lidar com criança pois já tinha filhos e usava o seu instinto maternal.
Como todas as outras pessoas, Clarice tinha seus momentos de tristezas, mas ela nunca queria assumir. Era uma mulher objetiva, de poucas palavras.

Biografia de Clarice Lispector

Clarice Lispector, nasceu no dia 10 de dezembro de 1920, na Ucrânia. Sua família veio para o Brasil em 1922 para Maceió, aonde morava a irmã de sua mãe, no caso sua tia.
Clarice, escrevia coisas intensas, não se considerava profissional muito menos famosa. Escrevia apenas quando sentia vontade.
No ano de 1943 ela se casou e se formou em direito, Clarice e seu marido moraram em diversos lugares do mundo, estavam sempre um ao lado do outro. Em 1948 tiveram o primeiro filho, e em 1953 nasceu o segundo, Paulo.
Em 1959 se separaram e ela e seus filhos retornaram para o Rio de Janeiro. Um ano depois, lançou seu primeiro livro chamado "Laços de família".
Em 1977, na véspera de seu aniversário faleceu.



segunda-feira, 29 de abril de 2013

Laços de Família - Clarice Lispector

Severina resolveu ir visitar sua filha Catharina, onde ficou duas semanas em suas casa. Saverina, era uma mulher rígida, que se interferia na maneira que Catharina educava seu filho. Catharina ficava sempre calada, mas seu marido iria se irritando. Aquilo estava causando conflitos, não se suportavam mais, mas na hora da despedida se trataram com bastante carinho e afeto.
Estavam no caminho e uma freada fez com que as duas se aproximassem. Evitaram uma troca de olhares até a estação. Quando a campainha tocou, as duas trocaram-se os olhares e nenhuma palavra foi dita.
Chegando em casa, tudo estava diferente, estava disposta a experimentar de tudo que a vida tinha a lhe oferecer. Avistou seu marido no sofá, lendo jornal, e seu filho estava no quarto. Os três foram ao cinema e jantaram, seu marido achou estranho pois Catharina sempre fazia as coisas no singular e naquele momento estava querendo um momento família.



O Búfalo - Clarice Lispector

O conto é o relato de uma mulher que foi rejeitada pelo marido, e foi ao zoológico para encontrar o ódio nos animais. A personagem era uma moça solitária, que estava a procura de si mesma e procurava se identificar com os animais, por eles viverem presos, deviam odiar outros.
Chegando lá ela fica muito nervosa, pois todos os animais por mais que estivessem presos demonstravam um gesto de carinho.
Continuando sua busca ela percebe que só encontra sentimentos bons e coisas boas nos animais, e isso foi o que a deixou mais nervosa. Ela encontra o búfalo, e ela percebeu que o animal a olhava e ela continuara olhando disfarçadamente nervosa, com o coração acelerado. Com o búfalo a encarando de longe, a mulher não recuou e disse: "eu te amo" para o homem que a recusava.





Síntese do livro "Ekoaboka"

O livro "Ekoaboka" conta a história de uma família que foi passar três meses na Amazônia. A família era composta por Léo, pai; Marina, mãe; Alex, Chantal e Txai; filhos. E Babu era o amigo de Léo.
"Todos" estavam se divertindo muito naquela viagem, mas o objetivo de Léo e Babu era encontrar o ultimo elemento para a conclusão da vacina/ cura da malária.
Chantal não gostava do lugar, ela era acostumada na cidade grande, mas tudo mudou quando ela conheceu o índio Catu, que mexeu com seu coração.
Durante o passeio Alex completa 18 anos e comemora seu aniversário na tribo, com um ritual indígena. O dia se ir embora estava próximo e finalmente ele tinha que decidir se voltava para o Rio de Janeiro ou passava mais uma temporada na floresta, decidiu então ficar.
O dia de ir embora chegou e todos ficaram tristes por estarem partindo, até mesmo Chantal que não gostava nenhum pouco daquele ambiente. Já contavam os dias para voltar nas próximas férias.




                                        

Índios do Brasil

Os índios são como todos nós, que desfrutam de todos os bens que tem ao redor para que tenham melhores qualidades. 
Muitos não assumem sua origem por conta do preconceito da sociedade. Isso tem se transformado em um grande problema, pois somos todos iguais independente de raça, cor ou origem.
Antigamente índios moravam em ocas, mulheres não trabalhavam e ficavam em casa cuidando das crianças enquanto seus maridos iriam à caça, hoje em dia grande parte deles vivem na cidade grande e a caça é muito difícil pois tudo que eles precisam pra se manter eles encontram em mercados, armazéns.


http://www.youtube.com/watch?v=HA_0X2gCfLs